quarta-feira, abril 08, 2009

Saiu na folha

08/04/2009 - Folha Online:

"TV digital no celular vai explodir, aposta Globo"


Explodir? Prefiro ficar com meu Nokia velho, então. Não gosto de explosões.

Vale a pena ouvir

Dica de música.

Conheci meio sem querer, mas com a impressão de que já havia escutado aquilo. Talvez em algum comercial na TV.

"Got No Place To Go" - Gabriella Cilmi.

A moça é bonita, australiana e tem uma voz entre Anastacia e Amy Winehouse. É jovem, descolada, a música tem um quê de folk, soul e sei lá o quê. Vale a pena ouvir, de verdade.
Essa música já tocou em algum lugar, só não me lembro onde. Bem melódica, alegre, com um refrão daqueles que gruda e faz a gente cantar como se os vizinhos não existissem.

Difícil de enjoar.

É a dica da vez. As outras músicas também valem.

quinta-feira, abril 02, 2009

Pérolas do Turismo

Trabalhando no turismo ouve-se muita coisa engraçada de passageiro. A seguir, algumas pérolas que aconteceram comigo ou conhecidos (e o que eu gostaria de ter falado):

- "Alô? É do Greensystem? Tudo bem? Eu gostaria de saber qual a cotação hoje do Euro Irlandês."
O Irlandês eu não sei, mas o GREGO tá 3,25.

(Eu, mostrando no mapa) - "Então aqui fica Vancouver, na costa oeste do Canadá..."
- "Nossa! Eu achava que era o contrário, que o Estados Unidos ficava em cima do Canadá! Não sabia que era assim..."
Oi? Te dou um atlas da 4a série?

- "Alô? É do GreenSAISTEN?"
É do GreenSYSTEM, serve?

- "Eu queria estudar inglês nos EUA."
- "Claro, você tem visto americano?"
- "Ah... ultimamente não tenho visto muitos não..."
Sem comentários.

quarta-feira, abril 01, 2009

Vale a pena assistir

Vou começar a dar dicas de filmes, bandas e outras coisinhas para quem costuma frequentar esse blog.
A dica de hoje é de um filme, um dos meus favoritos. É um filme simples, com situações irreais, meloso, mas toca qualquer um tão sultimente que vale a pena:

Simplesmente Amor - Love Actually (2003)

Uma daquelas comédias românticas inglesas que qualquer um gosta. Do criador de Notting Hill e Quatro Casamentos e Um Funeral.

O elenco é estrelado: Hugh Grant (Notting Hill), Liam Neeson (Star Wars), Colin Firth (Bridget Jones), Laura Linney (Show de Truman), Emma Thompson (Harry Potter), Alan Rickman (Harry Potter), Keira Knightley (Piratas do Caribe), Rowan Atkinson (O Mr. Bean) e Rodrigo Santoro.

São pequenas histórias que se ligam através de personagens: o protagonista de uma história é irmão de uma mulher, que por sua vez é casada com um homem que é chefe de uma moça que tem um amigo que é apaixonado com a mulher do melhor amigo. Deu pra entender?
Bom, cada história mostra uma forma de amor específica. Marido e mulher, padrastro e enteado, primeiro-ministro e secretária, cantor decadente e empresário, amigo e amigo, amigo e mulher do amigo, colegas de trabalho (seja em um escritório, seja em um filme pornô), homem traído e sua nova empregada e por aí vai.

As histórias se passam todas em Londres (com exceção de 2) na época do Natal, o que contribui para a choradeira dos mais sensíveis. A trilha sonora também ajuda no sucesso do filme, que tem Dido, Maroon 5, Beatles, Norah Jones e a música mais bonita do mundo segundo Paul McCartney: "God Only Knows" dos Beach Boys.

É um filme pra assistir sozinho, com família, com namorada, com amigo, com namorada do amigo, com patrão ou com o cachorro.

Simplesmente um daqueles filmes que eu já decorei as falas, mas não me canso de assistir.

Bon Marché

Acho que a maioria dos que não lêem esse blog sabem que uma das fases mais marcantes da minha vida foi a época que vivi em Paris, com 13 anos de idade.

Para os que não sabem, essa época foi realmente um divisor de águas na minha vida, onde vivia com a metade da família em uma cidade grande, louca, e fenomenal ao mesmo tempo. Não sabia quando retornaria ao Brasil e cada dia era uma nova descoberta.

Na minha leitura diária do excelente blog Conexão Paris, me deparei com um post que me fez lembrar muita coisa boa (quase tudo o que é escrito no Conexão me lembra coisa boa, mas esse foi especial). O post lista as principais feiras e mercados de rua de Paris. Tenho uma relação íntima com um deles, o Marché du Raspail.

No início do inverno do ano 2000, um amigo brasileiro nosso que também vivia por lá pediu um favor que aqui no Brasil poderia soar bastante estranho: substituí-lo como vendedor de jornal em uma feira de produtos orgânicos (Bio, como eles falam) por uns meses, enquanto ele viajava.
Enquanto em terras tupiniquins isso é visto com bastante preconceito, no velho mundo isso é uma atividade comum que a classe média pode passar. E te digo: é possível viver assim.

Por alguns meses, todo domingo, eu, meu pai e minha irmã acordávamos bem cedo, íamos até a praça da Bolsa de Paris, pegávamos os exemplares do Journal du Dimanche e íamos pro Marché du Raspail vender. Ficávamos em pé, entre as mesmas barraquinhas sempre, de 9h às 15h (ou até acabar os jornais). Vocês não tem idéia da experiência que isso foi.

Não me lembrava qual era o endereço nem a localização certa deste mercado. Era só uma lembrança na memória. Mas o Conexão Paris me deu as coordenadas, e lá fui eu no Google Maps me esbaldar com o Street View. E não é que a foto do Street View, na altura de onde fica a feira, foi tirada exatamente em um dia de feira? Está tudo lá: as mesmas barraquinhas, os mesmos canteiros (porque eles sairiam de lá, não é mesmo?), o café dos portugueses na esquina e o pequeno jardim. O lugar exato de onde vendíamos, com uma mesinha ao lado pra colocar as moedas de franco está aqui:


Exibir mapa ampliado

Errata: Fazendo os meus cálculos, eu não ficava exatamente aí. Não me lembro dessa árvore e minha área era um pouco mais larga. O caminhão está tampando a passagem onde vendíamos os jornais. Enfim, continua sendo aí o que era a minha alegria dos domingos.

Quando cansava, sentava no café da esquina. Tomava um chocolate quente e ouvia os imigrantes portugueses discutirem sobre a última rodada do futebol europeu. Todos bigodudos.

Mas o melhor dessa história toda era as amizades que ali fizemos. Amigos de feira, obviamente. Trocávamos Jornais pelos produtos das barracas (quando os proprietários aceitavam) e tinha domingo que voltávamos para casa com a feira toda feita.
Tinha feirante que trocava jornal por um quiche de queijo, outro trocava por torta de chocolate, outro por frutas e legumes e tinha o americano hippie que trocava por Muffins (receita própria e secreta, segundo ele). Ainda lembro do cheiro da torta de cebola na chapa, dos legumes frescos e das geléias de morango.

Esse blog está meio largado, mas a minha vontade de compartilhar isso com alguém foi muito grande.

Ontem mesmo mandei um e-mail para o meu pai, avisando sobre a descoberta:

"Pai, vê se você reconhece esse lugar no Street View do Google Maps.

Uma dica:

um jornal por um quiche."

Ele obviamente conferiu e me respondeu:

"Putz, que saudade!

Um jornal por um monte de coisa: chocolate quente, pão, frutas
putz, como existem experiências extraordinárias que dinheiro nenhum
pode comprar...

Nunca imaginei que poderia morrer de vontade de ter que acordar domingo,
às seis da manhã, um frio brutal e ter que ficar de pé naquela feira.
Tudo era legal, inclusive as moedinhas sendo trocadas pelos jornais.
Grandes momentos... estão vivos na memória.

Certamente logo vamos voltar lá para tomar uma taça de vinho
naquele bar da esquina e comprar aqueles produtos maravilhosos.

Se tiver alguém vendendo jornal vou comprar 10, e distribuir entre os
amigos.

Valeu."

O Marché du Raspail será uma parada obrigatória quando puder voltar à Paris. Espero encontrar o mesmo americano louco, os franceses da torta de cebola, os mesmo portugueses preguiçosos e quem sabe, alguém ocupando o posto que (orgulhosamente) já foi meu.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Obacaxi do Abama


Capa da uol de hoje:

"Obama confirma fim da missão de combate no Iraque em 2010, mas prevê tempos difíceis para o país"

Acho que eles poderiam reescrever a manchete:

"Obama confirma fim da intromissão no Iraque em 2010, mas prevê tempos difíceis para o país"

É o abacaxi ardendo a mão, meus caros.

All over again

E hoje me deu uma vontade incomensurável de voltar a escrever.
Mas chega de sentimentos, sensações, experiências. Já vi que isso é só algo de dentro pra fora, sem interesse para 'os de fora'. Essa onda de blogs-diários já passou.
O que faz sucesso mesmo é o consciente coletivo.

Ou seja:
Você pode até escrever sobre coisas suas, mas tem de se algo que as pessoas se indentifiquem. "Já passei por isso".

O consciente e o inconsciente coletivo tocam esse mundo.

So, i'm back.

terça-feira, agosto 05, 2008

Beijing, beijing, tchau, tchau.

Faltam 3 dias para o início das olimpíadas.

Essa é a quarta olimpíada que eu posso assistir. 92 em barcelona eu já era vivo, mas por favor né, 5 anos de idade. Aí foi Atlanta-96, Sidney-00, Atenas-04 e agora, Beijing-08. Eu nunca vou me acostumar com isso de Beijing. Pra mim é Pequim e ponto.

Eu não gosto da China. Nada contra sua cultura milenar e rica, mas não gosto da China de HOJE. Ela 'cresce' não-sei-quantos% por ano. Que beleza! Mas a pobreza é grande, há escravidão e trabalho infantil no interior do país. Cresceu porra nenhuma.
Além disso há a censura. Neguim lá não consegue acessar páginas sobre o tibet ou sobre direitos humanos. E é aí que eu odeio a China ainda mais. Ela não gosta do Tibet. Ela não reconhece o Tibet, ela ocupou a região e expulsou um dos maiores líderes religiosos do mundo.
Eu não quero que essas olimpíadas sejam um sucesso. Uma olimpíada maquiada, que coloca lonas coloridas pra 'tampar' a pobreza? Não, tsie-tsie (obrigado).
E não é coisa minha, mas sinto que algo ruim vai acontecer. De protestos de atletas à ataques terroristas. Não sei bem, só sei que será um fracasso.

Vem ni mim Londres-2012.

sábado, abril 12, 2008

O aprendiz

Cada vez mais eu acho que a medida que o tempo passa, as "primeiras vezes" tendem a ser bem mais seguras. Pela primeira vez fui chamado para uma entrevista de emprego enquanto eu já estou empregado. Duas empresas concorrentes. A que estou, empresa antiga, mais família, com um ambiente bastante agradável. A que chamou, uma rede, um nome de peso e bem maior.
Em um mesmo dia eu fui e voltei. Várias vezes. Foi no mínimo interessante essa sensação.
Ainda penso no que fazer, mas já estou quase tomando minha decisão. Por mais que pessoas dêem conselhos, digam isso ou aquilo, às vezes você tem que parar e pensar "o que EU quero?". Você pode até não saber o que quer de imediato, mas lá no fundo você sente que tem que ir pra esse ou aquele lado.

E seja o que Deus quiser.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Pra ver o BBBundas



Começou a CES em Las Vegas. A CES é a maior feira de tecnologia do mundo. Em cada edição, nerds do mundo todo ficam ansiosos pra ver como será o discurso de abertura de Bill Gates, quais os lançamentos bizarros e o que tem de novidade útil por aí.

Para aqueles que aaaaaaamam o BBBundas e não conseguem ver direito o que se passa na piscina BBBística por causa da TV de porteiro de 2'' que fica na sala, a Panasonic tem a solução.

150'' de plasma. A maior do mundo.

Eu quero.

Não para ver o BBB, óbvio.

Mas quem sabe pra jogar Wii...

... que eu ainda não tenho.

BBBundas no ar.

Esse fim/começo de ano está sendo bem diferente pra mim. Por mais que os anos se passassem, por mais que eu me mudasse de cidade, país, os fins/começos de ano sempre tinham algo em comum: ficar à tôa. 2007 foi o ano do primeiro (e do segundo) emprego e nesse momento estou experimentando o que é realmente trabalhar. Fico lendo reportagens em sites dando dicas sobre o verão, aquela coisa de praxe tipo "não abuse do sol, abuse do filtro solar", "cuidado com águas-vivas nas praias", "faça refeições leves e evite frituras" ou até mesmo "sunga de oncinha é a nova tendência do verão". Aí é uma pena ler isso tudo porque pela primeira vez isso será inútil pra mim. Está sendo algo marcante, tem lá o seu simbolismo. O dezembro/janeiro que há 20 anos foram sinônimos de férias, está sendo sinônimo de trabalho. E o garotão aqui resolveu formar antes do tempo, então aguenta todo mundo viajando (pois muitos só estudam). Estou cansado, queria viajar.
Digo que não está sendo ruim nem bom, está sendo estranho.

Estou tão aéreo em relação ao mundo da mídia que só fui descobrir na semana passada que o BBB8 começa hoje. Não, eu não vejo BBB, não gosto de BBB, mas é algo que marca o início do ano, é quando as massas se movem e o espírito nacional da fofoca, do sensualismo e da baixaria fica ali, representada na TV. Em vez de ficarem entrando em sites (lê-se fuxico-babado-ego-glamourama-globo.com) para acompanhar os músculos, as bundas e os erros de português, indico um site muito melhor para acompanhar o que se passa na casa:

http://bigbostabrasil2008.blogspot.com/

A cobertura do BBBundas do jeito que tem que ser feita. A reação natural ao circo daqueles que possuem (no mínimo) um pingo de noção. E riam, muito!

quinta-feira, novembro 29, 2007

Return to Innocence

Primeiro: Recomendo baixarem a música cujo nome é o título desse post. A banda, Enigma. Leiam ouvindo, ou ouçam lendo.

Quisera eu voltar pra essa foto.
Onde tudo era mais simples. Porque a complexidade das coisas me incomoda, dá preguiça.
Muita coisa mudou nos últimos tempos, algumas boas, outras nem tanto. Mas no fim acaba tudo sendo bom, porque aprendemos, somehow. Fases de transição sempre são chatas. Nova casa, nova rua, nova rotina, novo emprego, nova...
Fico impressionado como as coisas mudaram em mim, e isso é o mais importante. Não sou mais o Bernardo de 1 mês atrás, que não era o mesmo de 2 meses atrás e assim vai.
Aprendi. Aprendi a me colocar primeiro que tudo, a ser maior que tudo. É um pouco triste olhar pra trás e ver que as coisas poderiam ter sido diferentes. Mas nunca decidimos por nós mesmos. Acaba que no fim percebemos que tivemos que passar por isso.
Mas é uma pena, pois precisamos das pessoas mais do que a gente pensa. E qual é o sentido da vida? Ser feliz. E por mais que queremos ser felizes (claro, todos querem), às vezes não conseguimos ser felizes. Parece que complicar, enxergar obstáculos aonde não têm, é mais prazeroso. Dá aquele gostinho de dificuldade. O que é ser feliz? É perceber o tanto que precisamos dos outros, é estar sempre pré disposto às coisas que achamos que são difíceis, quando não são. Temos que nos impor coisas. Nós fazemos a nossa felicidade que, não percebemos, mas está bem do nosso lado.

O que pensa positivo nunca pensa "eu tenho que pensar positivo". Ele simplesmente pensa.
Felicidade plena é utopia.

Então, por favor, sejam felizes.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Tu me monques, Paris

Hoje me deu saudades.
Saudades Parisienses. Porque por mais que já fazem 7 anos, muita coisa (quase tudo) está fresca na minha memória, como se tivesse sido ontem.
Olhando sites de prefeituras, de empresas de transporte, acabei caindo no site da RATP, a empresa que administra o metrô e ônibus da capital francesa. Aí fui olhando as linhas, lembrando onde cada uma passa, vendo mapas e lembrando com todos os detalhes cada quarteirão.

E deu saudades. Muitas, imensas, incomensuráveis. De acordar cedo, comer cereal de chocolate vendo clipes matinais no canal M6, tomar aquele banho quente, empacotar com 15 mil roupas e sair no frio. Passar pelo jardim interno, sentir o frio batendo no rosto, e caminhar pela Rue de la Roquette, em direção a Praça da Bastilha. Era tão corriqueiro que às vezes eu me esquecia que naquela praça, há algumas dezenas de anos, havia uma prisão, reis guilhotinados e tudo mais. Era bom acordar com aquele tempo nublado e úmido, olhar as pessoas na rua (diversas nacionalidades), entrar no metrô quentinho e começar a fazer parte do cotidiano parisiense.

Sinto falta.
Muita falta.

sábado, agosto 04, 2007

The happiest guy in the world.

Mesmo sabendo que pouquíssimas pessoas entram aqui para ler, de qualquer forma aqui continua sendo um simples espaço em branco para eu jogar palavras.

O cara mais feliz do mundo.
Simplesmente.

As coisas aconteceram tão rápido, que mal tive tempo para perceber como minha vida estava mudando. Agora o tempo vai mais devagar. Simplesmente porque achei alguém tão especial que não cabe aqui dentro. O mundo para quando queremos.
Namorada, a primeira. E como disse à amigos, espero que a única.

Depois de muito tempo achando que esse tipo de sentimento nunca ia voltar, ele volta. E ainda melhor, com reciprocidade. Eu às vezes paro e penso "Daqui a pouco o despertador toca e eu acordo."

Mas não, é tudo real life.
Uma menina linda, que me completa e me ensina.

Agora sim, há um novo Bê.
Hola!

quinta-feira, julho 26, 2007

Changes

E em um pouco mais de 1 mês, tudo muda.
E pra melhor.
Posso dizer que foi uma das melhores "ondas" de coisas boas que já tive.
E são tantas que às vezes dá medo de algo sair errado e ficar aquela impressão de que TUDO saiu errado.

Porque querendo ou não, a gente se acostuma.
Enfim, hoje deu vontade de vir escrever aqui.
Só porque nesse exato momento me encontro sozinho no apê, sozinho no MSN e deu vontade de falar.

Em meio ao caos da mudança, das surpresas boas, eu sinto que agora é o meu momento. Tanto que abri mão de viajar (algo que eu desejava muito há 3 meses) para fora, só para ficar aqui, pra sentir o que é ser gente grande, pra começar a brincadeira.

Realmente eu não posso reclamar de absolutamente nada. Aliás, eu tenho é que agradecer, o tempo todo.
O único vazio que existia em mim está começando a ser completado, e muito bem por sinal. Mas o segredo é esse, não cobrar nem esperar nada. Só sentir o vazio virando cheio.

2007: o ano das mudanças. Em todos os aspectos.

sexta-feira, abril 20, 2007

Hi, nice to meet you.

De repente, tudo pára.
Ou tudo acelera.
A verdade é que parece às vezes que estou perdendo alguma coisa.
Parece que tudo tá acontecendo ao meu redor e eu não participo.
Pode ser impressão de jovem ocioso.
Pode ser certeza de jovem ocioso.

O negócio é que eu quero participar.
Eu sei que é só questão de tempo.

O mundo tá aí, na minha frente. É só escolher o que fazer e pra onde ir.

Já não sou jovem e nem sou adulto. Estou na idade do meio. Aquela que precisa de alguém. Mas não alguém para suprir alguma carência de 15 anos de idade, nem a alma-gêmea do resto da vida. Simplesmente alguém que possa me ensinar alguma coisa, aprender alguma coisa, passar o tempo junto. Aprendemos muito o tempo todo, com todos. Com pai, com mãe, com irmãos, com amigos, com jornal, com TV, com rádio, com revista, com música, com erros e com acertos. Quero aprender com ela. Quem é ela? Não sei. Mas estou aqui, esperando.

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Hoje deu vontade de vir aqui escrever, como nos velhos (nem tão velhos) tempos. É bom ter um lugar, um espaço que possa servir de caixinha de pensamentos públicos, sem ter a obrigação de tempo, de limite ou de postar foto.

Bem-vindos.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Vidro

Uma das coisas que eu mais gosto é olhar pra frente e ver que as coisas se resolveram, que não tem nada pra martelar sua cabeça.
Esse fim de semana em BH foi ótimo, mas também foi tenso. Não a ida à BH em si, mas sim o período.
Essa semana fui submetido à uma situação difícil em que eu teria que optar pela coragem ou pela omissão.
Óbvio que optei pela coragem, mas confesso que hesitei no princípio. Optar pela coragem era optar pelo medo, por mais contraditório que isso possa soar. A omissão parecia simples, rápida e sem consequências.

Optar pela coragem era optar pela ética. Ética essa que falta no mundo, um dos motivos por eu ter pensado nessa opção. Não poderia ir contra a ética em meio à esse período que o país passa.
O que me orgulha é que parei, pensei, admiti o erro, aprendi, tomei coragem, enfrentei o problema de frente e fui verdadeiro e sincero.
Quanto mais cedo aprender, melhor, disse meu pai.
Pai esse que acredito que também sentiu orgulho no filho por ter conseguido construir confiança mútua.
E filho esse que sente orgulho pelo pai.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Post tranferido para o blog por falta de espaço no flog


Este post é inteiramente sobre política e as eleições deste domingo. Se você não gosta ou não se interessa, desligue o computador e se mate de uma vez. Pra quem está indeciso sobre em quem votar para presidente, esse texto pode ajudar. Tudo o que vou falar aqui é pessoal, então por favor poupe-me de comentários chatos defendendo o Lula. O flog é meu e eu dito as regras.

Primeiramente já declaro meu voto. Eu vou votar no Cristóvam Buarque. Porque vou votar nele:

- Seu foco central é a educação. Assim como eu, ele acha que a educação é a base de tudo. O Brasil vai mal porque a educação vai mal. Uma educação boa forma cidadãos bons. E cidadãos bons viram médicos bons, policiais bons, políticos bons e por aí vai. Como melhorar a saúde no Brasil? Como gerar emprego no Brasil? Como melhorar a segurança no Brasil? A resposta para todas essas perguntas é educação. Óbvio que falar é fácil. Todos os candidatos falaram em melhorar a educação. Mas Cristóvam centraliza os problemas na educação. E é o único candidato que possui projetos concretos para melhorar essa educação.

- É um humanista e sempre colocou o povo acima de seus interesses pessoais.

- É contra o imediatismo e os benefícios de curto prazo. Enquanto Lula faz operações ‘band-aids’ como o bolsa-família (que não foi ele que criou), Cristóvam pensa no país em longo prazo com projetos de infra-estrutura e educação para formar um país melhor daqui a 20 anos. O país só cresce em longo prazo, nada acontece da noite pro dia.

- O passado de Cristóvam mostra que ele é decente. Fez um excelente governo no Distrito Federal e é um excelente senador. Também foi Ministro da Educação de Lula, porém passou um pouco despercebido. O mesmo Lula não dava à Cristóvam total liberdade e o demitiu por telefone por contrariar seus interesses pessoais. Além disso, foi reitor da Unb por muitos anos.

Cristóvam também foi o autor do famoso discurso que circulou por e-mails de todo o país sobre a Internacionalização da Amazônia. O texto pode ser lido aqui:

http://www.portalbrasil.eti.br/reportagem_amazonia.htm

Além desse discurso, vale a pena ler também um artigo dele sobre a pobreza:

http://www.portalbrasil.eti.br/reportagem_cristovambuarque.htm

Quem se interessar, há vídeos no Youtube que mostram Cristóvam em entrevistas e debates. Os links de alguns deles:

http://www.youtube.com/watch?v=Gmpu1vDLKMA – Cristóvam no Jô

http://www.youtube.com/watch?v=K3WjTthfGQs – Entrevista em Minas

http://www.youtube.com/watch?v=Oh7702wsU-I – Sabatina do Estadão

Sim, isso aqui é propaganda pura. E o que há de errado nisso? Nunca fiz propaganda de político nenhum. Não sou afiliado a nenhum partido. Posso votar em partido de esquerda ou de direita. Só estou fazendo propaganda do Cristóvam porque me preocupo com as coisas.

Muita gente até hoje diz que vai votar nulo. Bom, há 2 motivos para votar nulo. Um é quando nenhum candidato te agrada e você decide anular seu voto, isso é aceitável. Outro motivo é tentar fazer um ‘protesto’. Se funcionasse, seria válido, mas não funciona. Um e-mail circulou por aí durante os últimos meses com uma campanha do voto nulo e dizendo que se mais da metade dos votos forem nulo, a eleição será anulada e outra será convocada. Não tem nada disso. Quem escreveu esse e-mail se baseou num artigo da lei eleitoral que diz algo como “se houver nulidade em mais da metade dos votos, a eleição será cancelada”. A lei foi mal interpretada. A ‘nulidade’ em questão não diz respeito a votos nulos, e sim a fraudes ou erros. O próprio presidente do STE já esclareceu esse mal entendido. As pessoas não entendem que um candidato é eleito de acordo com a porcentagem dos votos válidos. Se 95 % das pessoas anularem seus votos, os candidatos ainda serão eleitos baseados nos 5 % dos votos válidos. Se só 10 pessoas no país inteiro votarem no domingo, o Lula pode se reeleger por receber 6 votos. É a maioria que conta. Votar nulo acaba que dá o efeito contrário pra quem quer ‘protestar’. Votar nulo é jogar fora uma oportunidade de mudar algo. Se você votar nulo, esse ou aquele candidato não deixará de ser eleito. Mas se você votar nulo, estará aumentando as chances de aquele candidato ser eleito pelo fato de você não votar em outro candidato e assim ‘comer’ um voto do candidato indesejado. Quem vota nulo não pode reclamar.

Vi também que várias pessoas preferem o Cristóvam ou a Heloísa Helena, porém vão votar no Alckmin para que haja segundo turno. Outra besteira. Para fazer com que haja segundo turno, o negócio é só não votar no Lula. O Lula será reeleito no primeiro turno se tiver 50 % dos votos mais 1. Se uma pessoa não votar no Lula e votar no Cristóvam, o Lula terá 50 % dos votos. Se mais uma pessoa votar na Heloísa Helena, o Lula não terá mais 50 % dos votos e não será reeleito no primeiro turno. Não é aumentar os votos do Alckmin que faz com que haja segundo turno. É diminuir os votos do Lula.

Se você quer que haja segundo turno, é só votar em qualquer candidato que não seja o Lula. Isso é estatística.

Mesmo com diversos escândalos e esquemas, ninguém conseguiu atingir diretamente o Lula. Ele diz que não sabia de nada, tanto no mensalão quanto no recente dossiê. Vamos olhar por 2 pontos de vista como isso prova que ele é péssimo para o país:

1- Se ele sabia, ele mentiu para o povo, se envolveu em corrupção, foi falso e antiético. Motivos mais do que suficiente para não merecer nosso voto.

2- Se ele é honesto e realmente não sabia, errou do mesmo jeito. Errou por não conseguir controlar o que se passa na sua equipe, errou por não perceber que havia corrupção no seu andar e errou por escolher mal as pessoas ao seu redor. Para isso, há uma frase: diga-me com quem andas que te direi quem és. Um presidente que não tem a capacidade de manter o controle da equipe que ele mesmo escolheu, não é um líder. É tonto e cego. Não saber de nada é um erro grave. Mas como o Lula não sabe de nada mesmo, em nenhuma área, é compreensível.

O Lula glamouriza a ignorância. O Lula usa sua falta de formação como ferramenta de marketing. Não há nenhuma beleza em não estudar. Não há nada de bonito em só ter a 4ª série, ainda mais para um presidente. Obviamente que formação não é tudo. Mas a ‘não formação’ é nada.

Sei que o Cristóvam não vai para o segundo turno. Mas para quem está indeciso, é uma excelente opção. E sei que a maioria dessas pessoas que se dizem ‘indecisas’, não procurou saber. Não entrou nos sites, não pesquisou sobre os candidatos. Se pesquisasse, ia preferir o Cristóvam.

Esse post além de ser um desabafo e uma propaganda, tenta desmistificar esses boatos e erros que muitas pessoas cometem. Pensem bem na hora de escolher seu candidato.

E pra completar, aderi à campanha “Vá votar com um nariz de palhaço”. Vou comprar meu nariz amanhã. Um protesto silencioso, muito melhor do que jogar fora meu voto. Porque realmente todos nós fomos feitos de palhaço nos últimos anos. E creio que já basta né?

Tá na hora de usar a boca aberta do palhaço pra outros fins.

sexta-feira, abril 21, 2006

Mais vídeos!

Sei que mesmo só com 2 comentários, o vídeo da Sheikra fez sucesso, pessoal viu e gostou.
Então lá vai mais um, do Busch Gardens mesmo.
É do brinquedo tipo Splash Mountain, que você desce num barco e se molha todo.
Aí depois que sai, passa numa ponte que passa em cima de onde o barco passa. Entenderam?
Hehe...
Aí você se molha de novo.
Isso é o que 4 idiotas felizes fazem com câmeras digitais:

quarta-feira, abril 19, 2006

Pô gente...

Ó, sei que o filminho aí embaixo fez sucesso, todo mundo entrou aqui pra ver, mas é triste ver '0 comentários'... Sei que é chato também ficar pedindo, mas que que custa?
Só um "legal Bê" ou algo assim já tá de bom tamanho...
Allright?
Então...
Outros vídeos virão. Ok?
Té!